Vivemos numa Matrix.
Somos condicionados, desde o nascimento, a sobreviver numa sociedade competitiva e sedenta por vitoriosos.
Somos cobrados por nossos pais e cobramos nossos filhos, a darmos o máximo de nós mesmos, estudarmos em média 20 anos ou mais, para obtermos uma posição no mercado de trabalho, que garanta nosso futuro e uma boa aposentadoria.
A caneta é mais leve que a enxada, diz o ditado.
O ser humano dá a luz a um bebê, um dos momentos mais mágicos da nossa natureza, e dali alguns anos, esse bebê se transforma em uma meta, um objetivo, um projeto de vida.
"It's all fucked up".
Está tudo errado.
Fomos reduzidos a simples peões, a serviço de grandes corporações, lideradas muitas vezes, por fundos de investimentos, que não sabemos nem quem são os donos.
Mas quem está realmente por trás de tudo ?
Banqueiros, mega empresários, líderes mundiais, os Illuminati, o grupo Bilderberg, a família Rothschild, etc.
Eles criaram, ao longo dos últimos 200 anos, ferramentas, ideologias e agendas, tão dissimuladas e tão enraizadas na estrutura da sociedade, que é quase impossível determinar quem são os verdadeiros culpados.
Porém, há um fator que garante a sobrevivência deste sistema: o fator humano.
Podemos resumir todo o funcionamento deste sistema a um só componente: nossa ganância.
Talvez não fôssemos tão gananciosos antes da Revolução Industrial, mas o fato é que, atualmente, esse é o fator chave.
Então, assim, gastamos precioso tempo de nossas vidas, estudando e trabalhando, para acumular coisas que nos garantirão capital para a velhice, e com sorte, talvez não seja necessário se desfazer de tudo para cuidar da nossa saúde, que com certeza estará debilitada.
Não vemos nossos filhos crescerem, não aproveitamos os momentos mais preciosos que esta vida nos proporciona.
Perdemos nascimentos, aniversários, eclipses, oportunidades de relações de amizade, e até uma simples chuva, que por si só, é um momento de admiração, que pode trazer profunda paz de espírito àquele que tem a oportunidade de apreciar.
Vivemos nessa loucura de estudar, trabalhar, casar, nos endividar, criar filhos, e repetir o processo, até ficarmos doentes e morrer, sem levar nada.
Costumo dizer que estamos brincando de casinha o tempo todo, vivendo uma vida superficial, rasa, sem conteúdo real e verdadeiro, correndo atrás do dinheiro como um burro corre atrás da cenoura, enquanto puxa a carroça do seu dono.
O consumismo é a doença da nossa era, nunca estivemos tão endividados.
Há feriados e datas comemorativas o ano inteiro, como a Páscoa, dia das Mães, dos Namorados, dos Pais, das Crianças e o Natal, tudo para garantir que gastemos nosso suado dinheirinho para manter as aparências perante nossos amigos, parentes e vizinhos.
E na 2a. feira, a luta continua...
Lembre-se, enquanto ocupados em ganhar mais um pouco, ou pagar as contas, a sociedade não tem tempo pra ir às ruas, protestar e bater panelas.
Somos escravos do sistema, e o pior: escravos voluntários.
***
Perdoe-me pela sinceridade dos últimos textos, acho que fui "contagiado" por esse Espírito Natalino, que me deixa de mau humor todos os anos.
Não sou otimista nem pessimista, me considero um realista.
Acho que o ser humano tem grande potencial para fazer deste mundo um lugar agradabilíssimo para se viver.
Mas, infelizmente, seu egoísmo e ganância nunca o permitirão.
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